Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007

As Razões da Greve

Considerando que os trabalhadores da Administração Pública Central, Regional e Local se encontram confrontados com uma evidente diminuição e limitação dos seus direitos, nomeadamente no que respeita ao seguinte:
  • Expectativa de mais uma perda real do seu poder de compra, situação que se verifica continuamente há mais de 6 (seis) anos pela inflexibilidade do Governo;
  • Frustração das expectativas fundadas no compromisso público do Ministro de Estado e das Finanças reiteradas pelo Primeiro-Ministro de que, em 2008, para os Trabalhadores da Administração Pública se inverteria o ciclo de perda, facto que não se verificou na proposta apresentada pelo Governo;
  • Ausência de abertura governamental para evoluir nas posições e assunção de uma postura que não cumpre a Lei da Negociação;
  •  Concluído o processo negocial pelo Governo de forma unilateral, no que toca às matérias de natureza pecuniária, mantendo a sua proposta inicial sem considerar qualquer das contrapropostas apresentadas pela FESAP nas reuniões anteriores;
  •  Aplicação do PRACE e dos critérios adoptados no que concerne ao desenvolvimento dos processos conducentes à colocação dos trabalhadores na Mobilidade Especial;
  • O protelamento da apresentação das propostas que permitiriam a reforma das carreiras, vínculos e remunerações, com vista à concretização da reforma da Administração Pública, nomeadamente:
                - A definição da tabela salarial única, prevista para 1 de Janeiro de 2008;
              - A definição do regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas, com a previsão inicial de entrada em vigor em Janeiro de 2008 não justifica que possa depender da revisão do Código de Trabalho em sede de Concertação Social, atendendo a que se trata de matéria de base da Reforma e da revisão do Código do Trabalho que não entrará em vigor antes de 2009;
             - A definição das carreiras do regime geral, cuja concretização estava prevista para o primeiro semestre de 2007 e a definição das carreiras do regime especial, cuja concretização estava prevista para o segundo semestre de 2007;
             - A apresentação da proposta de revisão do Estatuto Disciplinar, com aplicação aos trabalhadores em regime de contrato de trabalho em funções públicas;
           - A entrada em vigor, apenas parcial, do diploma de carreiras, vínculos e remunerações já em 2008, concretizando a sua aplicação plena apenas no início de 2009, defrauda expectativas, penaliza e causa frustração nos trabalhadores, dado que às carreiras são aplicados os novos métodos de progressão.
publicado por greve301107 às 00:23
link do post | comentar | favorito
|
3 comentários:
De MataSarraceno a 16 de Novembro de 2007 às 18:31
A greve era o caminho inevitável.

Porém, a FESAP tem culpa na situação a que os trabalhadores da Administração Pública hoje chegaram, com a brutalização de medidas draconianas impostas por este Governo, dito de socialistas.

Como é possível a FESAP, assinar um acordo e ser troféu de caça agitado por este Governo, onde se destroi o direito à carreira dos funcionários públicos e se os travestem de contratados. Isto é, passa de nomeados a travestidos contratados, com o acordo da FESAP?!

Como é possível a FESAP assinar um acordo relativo à avaliação do desempenfo dos FP's, conjugado com o acordo que assinou dos vínculos, carreiras e remunerações, que apenas "permite" com alguma garantia que os FP's sejam "promovidos" ao fim de 10 anos?! 10 créditos à razão de 1 por ano, com "Bom" de classificação?! Quem terá "M.Bom" ou "Excelente", com quotas de 20% ou 5%, respectivamente para poder ser promovido ao fim de 4/5 anos?!

A FESAP ASSINOU TODOS ESTE ACORDOS! NÃO SERIA MELHOR NÃO O TER FEITO?! PELO MENOS TERIA TIDO UMA ATITUDE MAIS SÉRIA!
De Pr'a boyada a 16 de Novembro de 2007 às 23:12
Concordo com o comentário do MataSarraceno.

Aliás nem se compreende do que se queixa a FESAP/SINTAP. Afinal fez a panelinha com o panilas e agora sente-se desiludida. Se calhar a FESAP não foi correspondida. Devia ter sido mais atenta e não assinar pseudoacordos que só serviram para vir a prejudicar os funcionários públicos e, ao mesmo tempo, servir de muleta a um desgoverno, com um tipo que faz de primeiro ministro, já acossado.

A FESAP foi oportunista. Agora está a pagar, mas o pior é que são os trabalhadores da Administração Pública que vão continuar a pagar com a prática de um desgoverno a quem a FESA/SINTAP deu cobertura.
De Vitor Almeida a 16 de Novembro de 2007 às 23:14
Não percebo como é que o SINTAP , fez um acordo sobre a lei dos Vínculos e Carreiras. Mais vale tarde do que nunca.
Isso não foi defender os trabalhadores da FP. Espero que voltem atrás, pois esse acordo não é para já uma lei ainda certa. Botem abaixo esse acordo que era o melhor que faziam.

Comentar post

mais sobre mim

pesquisar

 

Dezembro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Sondagem

Mini Chat


Visitas

Horas


http://codes.mashable.com/

arquivos

Dezembro 2007

Novembro 2007

blogs SAPO

subscrever feeds